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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Basilica de San Vitale


A basílica de San Vitale (em italiano: Basilica di Santi Vitale e Compagni Martiri in Fovea; em latim: Ss. Vitale, Valeria, Gervasio e Protasio) é uma basílica menor titular em Roma.


A basílica de San Vitale foi construída em 400 e consagrada pelo papa Inocêncio I em 401-402. A dedicação a São Vital e sua família (Santa Valéria, sua esposa, e santos Gervásio e Protásio, seus filhos) data de 412. Ela já aparece como Titulus Vestinae nas atas do sínodo de 499 do papa Símaco e três presbíteros foram listados.


O edifício foi restaurado diversas vezes, sendo a mais importante delas a reconstrução pelo papa Sisto IV antes do Jubileu de 1475, e, depois disso, em 1598, 1938 e 1960. Atualmente, a igreja está localizada diversos metros abaixo do nível da rua (a via Nazionale).

O pórtico é a parte mais antiga da igreja, possivelmente datando do século V, embora ele também tenha sido alterado no século XVI. A inscrição, com o brasão do papa Sisto IV relembra esta restauração. O papa Pio IX construiu a escadaria que leva ao pórtico em 1859.

A igreja tem uma única nave, com as paredes pintadas com afrescos representando cenas de martírios, entre elas o "Martírio de Santo Inácio de Antioquia", no qual o Coliseu, já em ruínas, aparece.

A abside, original do século V, está decorada com um afresco por Andrea Commodi chamado "A Ascensão ao Calvário".
Fonte Wikipédia






Basilica de Santa Pudenziana


A basílica de Santa Pudenciana (em italiano: Santa Pudenziana) é uma igreja de Roma do século IV dedicada a Santa Pudenciana, irmã de Santa Praxedes e filha de São Pudêncio. 


Já se sugeriu que Pudenciana seria uma pessoa lendária e que o nome da igreja surgiu como um adjetivo para descrever a casa de Pudêncio: domus pudentiana. Esta denominação foi incorretamente tratada como sendo uma referência a uma santa pelas gerações seguintes. Em 1969, os nomes de Pudenciana e sua irmã, Praxedes, foram removidos do Calendário Católico Romano de Santos.


A igreja de Santa Pudenciana é reconhecida como um dos locais de culto cristão mais antigos de Roma. Ela foi construída sobre uma casa do século II, provavelmente durante o pontificado do papa Pio I (140-155) e reutiliza parte de um banho romano do tempo do imperador romano Adriano (r. 117-138), cuja estrutura ainda é visível na abside. Esta igreja foi a residência do papa até que, em 313, Constantino I ofereceu-lhe o Palácio de Latrão. No século IV, durante o pontificado do papa Sirício, o edifício foi transformado numa igreja com três naves. Nos atos do sínodo de 499, a igreja já era chamada de titulus Pudentis, o que indicava que ali se administravam os sacramentos.

Santa Pudenciana está localizada num nível inferior ao da rua e é acessível através de portões de ferro. Degraus (adicionados no século XIX) levam a uma praça quadrangular de ambos os lados da entrada. A arquitrave do hall de entrada na fachada contém um friso de mármore que pertencia a um portal do século XI e é uma importante obra da escultura medieval em Roma. Ele traz (da esquerda para a direita), Pastore (o primeiro proprietário da igreja), Pudenciana, Praxedes e o pai delas, Pudêncio. As colunas da nave eram parte da basílica original.

A torre românica foi acrescentada no início do século XIII. Restaurações de 1588 por Francesco da Volterra, a pedido do cardeal Enrico Caetani, camerlengo da Igreja Católica, transformaram as três naves em uma e adicionaram uma cúpula. A pintura "Anjos e Santos perante o Salvador" na parte interna da cúpula é um afresco por Pomerâncio. Durante a última destas restaurações, alguns fragmentos de um grupo Laoconte foram encontrados, maiores que os do grupo no Vaticano. Como ninguém se dispôs a financiar esta escavação, o buraco foi preenchido e esquecido e os fragmentos, jamais recuperados. A fachada foi restaurada em 1870 e alguns afrescos de Pietro Gagliardi foram adicionados.

Na parede atrás do altar-mor estão três pinturas feitas em 1803 por Bernardino Nocchi representando, da direita para a esquerda, São Timóteo, A Glória de Santa Pudenciana e São Novato.

Os mosaicos na abside são do final do período romano, datando do final do século IV durante o pontificado do papa Inocêncio I, e restaurados no século XVI. Eles estão entre os mais antigos mosaicos em Roma e um dos mais impressionantes fora da cidade de Ravena. O historiador do século XIX Ferdinand Gregorovius os considerava os mais belos de Roma.


Este mosaico é notável principalmente por sua iconografia. Cristo é representado como um ser humano ao invés de um símbolo (como o cordeiro ou o bom pastor), como era comum nas imagens do cristianismo primitivo. A representação de Jesus como um rei ecoa o semblante majestático dele nos futuros mosaicos bizantinos. Ele está sentado num trono encrustado de jóias, vestindo uma toga dourada com uma barra em púrpura (a corda autoridade imperial) e posa como um professor romano clássico, com sua mão direita estendida. Além disso, ele tem uma auréola e segura em sua mão esquerda o texto: "Dominus conservator ecclesiae Pudentianae" ("O Senhor é o guardião da Igreja de Pudenciana"). Jesus está sentado entre seus apóstolos, também vestindo togas senatoriais, todos com expressões individuais e olhando para o espectador. A parte de baixo do mosaico foi removida durante a restauração do século XVI e dois dos apóstolos do lado direito se perderam e foram substituídos por outros mosaicos mais recentes. Duas figuras femininas (representando a "Igreja" e a "Sinagoga") seguram um ramo de oliveira sobre a cabeça de São Pedro e São Paulo. Sobre eles, se vêem os tetos e cúpulas das igrejas da Jerusalém celestial (ou, segundo outra interpretação, as igrejas construídas pelo imperador Constantino em Jerusalém). Sobre Cristo está uma cruz cravejada de jóias sobre uma colina (Gólgota), como um sinal do triunfo de Jesus sobre a morte, entre os símbolos dos quatro evangelistas (anjo, leão, touro e águia), os mais antigos do gênero. O fundo é um céu azul com um pôr-do-sol alaranjado.


Capelas
A capela de Pedro, à esquerda da abside, contém parte de uma mesa na qual São Pedro teria celebrado a Eucaristia na casa de São Pudêncio. O resto da mesa está incluída no altar papal de São João de Latrão. A escultura no altar representa "Cristo Entregando as Chaves do Céu para São Pedro" (1594) pelo arquiteto e escultor Giacomo della Porta. Na mesma capela estão duas lajes de bronze na parede, explicando que Pedro se hospedou aqui e que ali ele ofereceu, pela primeira vez em Roma, pão e vinho na Eucaristia. O pavimento é antigo. Uma porta dá acesso a um pátio que contém afrescos do século XI.
Capela do Crucifixo: contém um crucifixo de bronze de Achille Tamburini.
Capela da Virgem Misericordiosa: contém uma pintura da "Natividade da Virgem" de Lazarro Baldi.
Capela de São Bernardo: contém uma pintura de "São Bento e Santa Catarina de Siena".
Capela Caetani: esta capela dedicada à família Caetani (família do papa Bonifácio VIII) foi desenhada por Capriano da Volterra em 1588 e, depois de sua morte em 1601, completada por Carlo Maderno. Os mosaicos no chão são notáveis. As colunas são de mármore Lumachella. O relevo (1599) sobre o altar é de Pier Paolo Olivieri e representa a "Adoração dos Magos". Giovanni Paolo Rossetti pintou "Santas Praxedes e Pudenciana recolhendo o Sangue dos Mártires", em 1621, e o afresco dos evangelistas no teto, a partir do design de Federico Zuccari.

A estátua de Santa Pudenciana no nicho é de Claude Adam e data de ca. 1650. O antigo poço utilizado pelas irmãs está localizado a frente da capela dos Caetani, no corredor esquerdo, e acredita-se que contenha as relíquias de 3 000 mártires da igreja antiga, muitas das quais levadas para lá e para serem escondidas por Pudenciana e Praxedes. O local está marcado no chão por uma laje quadrada de pórfiro no chão.

"Santas Praxedes e Pudenciana recolhendo o Sangue dos Mártires". O poço onde as irmãs estão jogando as relíquias dos mártires está sob a igreja, num local marcado por uma laje de pórfiro à frente da capela dos Caetani.
1621. Por Giovanni Paolo Rossetti.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Basilica dos Santos Giovanni e Paolo


Santi Giovanni e Paolo (João e Paulo) é uma antiga basílica localizada em Roma, no Monte Célio, e, por isso, às vezes chamada de Santi Giovanni e Paolo al Celio. Ela foi construída em 398 por ordem do senador romano São Pamáquio (em latim: Pammachius) sobre a casa de dois soldados romanos, João e Paulo, martirizados numa perseguição aos cristãos do imperador Juliano, o Apóstata em 362 d.C. A igreja era chamada de Titulus Pammachii e aparece com este nome nos atos do sínodo realizado pelo papa Símaco em 499 d.C.


A igreja foi danificada no saque de Roma pelo vândalo Alarico I (410) e num terremoto (442), sendo restaurada pelo papa Pascoal I (824). Ela foi novamente danificada no saque de 1084 pelos normandos e restaurada novamente, desta vez com a adição de um mosteiro anexo e uma torre. Ela é a casa-matriz dos passionistas e o local onde foi sepultado São Paulo da Cruz.

O interior da igreja tem três naves, com pilares ligados às colunas originais. O altar foi construído sobre uma piscina que contém os restos dos dois mártires. A abside contém um afresco de Cristoforo Roncalli (um dos pintores chamados de il Pomarancio) sobre "Cristo Glorificado" (1588) e, abaixo, três pinturas: "O Martírio de São João", o "Martírio de São Paulo" e a "Conversão de Terenziano" (1726), de Domenico Piastrini, Giacomo Triga e Pietro Andrea Barbieri respectivamente. A sacristia tem uma tela de Antoniazzo Romano chamada "Madona com o Menino com os Santos João Evangelista & João Batista e Santos Jerônimo e Paulo". Abaixo da nave (e da igreja, portanto) existem algumas salas romanas dos séculos I-IV que foram descobertas em escavações no século XIX . De acordo com a autora Charlotte Anne Eaton, estas salas eram celas nas quais animais selvagens eram mantidos antes de serem utilizados nos espetáculos no Coliseu. Uma passagem com baixo pé-direito conecta o local ao Coliseu

No final do corredor da direita está a entrada para o subterrâneo da basílica, descoberto em 1887 pelo padre Germano da San Stanislao, que na época era o reitor da basílica e estava procurando os túmulos dos mártires João e Paulo. Ele encontrou vinte salas decoradas pertencentes a pelo menos cinco diferentes edifícios datados dos quatro primeiros séculos. Este cinco edifícios hoje são um dos mais conservados complexos residenciais romanos ainda existentes, exemplos primários das chamadas domus ecclesiae ("casa-igreja") - outro exemplo é Dura Europos. Os afrescos originais ainda podem ser vistos no local, com cenas do martírio.

Em uma das salas, que era o pátio de um nymphaeum, está um elegante afresco do século III representando "Prosérpina e outras divindades romanas entre querubins num barco" (3 x 5 metros), assim como restos de um outro afresco de tema marítimo e mosaicos nos arcos das janelas. Entre os séculos III e IV, algumas modificações foram feitas nas salas e uma espécie de oratório foi construído, com mosaicos de temas cristãos, que contrastam com a decoração das demais salas, com temas não necessariamente cristãos ("gênios alados", guirlandas, pássaros etc.). Um confessionário também foi construído no século IV num corredor atrás do Clivus Scauri e decorado com afrescos cristãos ("Decapitação de Crispo, Crispiniano e Benedetta", figuras femininas e um "orante" ou "pessoa em oração"). .


Fonte Wikipédia

Campanário
 Santuário com o corpo de S Paulo da Cruz
 Vista à partir do Palatino
 La Basilique Saint-Jean-et-Saint-Paul à Rome, por François Marius Granet
 Afrescos nas casas romanas abaixo da basílica.

Igreja de S Lourenço em Damaso





A igreja de São Lourenço em Damaso ou São Lourenço Fora dos Muros é uma igreja em Roma, fora da muralha da cidade. Fica ao lado do maior cemitério de Roma, o Campo Verano.


É dedicada à memória do mártir São Lourenço. Recusando-se a entregar o tesouro da igreja, que o Papa Sisto II lhe confiara, ao imperador Valeriano, o qual reinou de 253 a 260, Lourenço o confiou a alguns cristãos, retirando-o do alcance dos funcionários imperiais, e aos pobres. Como castigo, foi espancado com pedaços de chumbo, queimado numa grelha e sepultado na catacumba de Santa Ciríaca em Campo Verano.

O imperador Constantino I mandou erguer um santuário sobre seu túmulo em 330 e, mais para o sul, erguer uma enorme igreja, uma basílica. Nada se pode identificar hoje dessas construções.

A basilica atual, particularmente bem adornada com spolia, foi construída pelo Papa Pelágio II cujo pontificado decorreu de 579 a 590, sobre a sepultura do santo. Serviu depois como coro de uma nova igreja, construída no século XIII sob o pontificado do Papa Honório III (1216-1227), que mandou remover a velha ábside e acrescentou uma nave com pórtico que, assim como outras partes internas, se atribui à marmoaria de Vassalletti. Nas paredes ainda se vêem partes dos afrescos que mostram cenas da vida de São Lourenço e de Santo Estêvão. Durante a II Grande Guerra, esta igreja foi o único monumento de Roma gravemente atingido, sendo reconstruída em 1949.

O coro é sua parte mais esplêndida. O arco triunfal com mosaico que mostra Cristo em esplendor marca a transição para a igreja de Pelágio. O coro pertence ao edifício anterior, e duas das colunas tem capitéis raros, compostos, mostrando troféus da vitória e armas capturadas. No centro, sobre relíquias de São Lourenço e Santo Estêvão, mostra-se um cibório de altar do século XII; tem estrutura tríplice e é considerado entre os mais perfeitos exemplares em Roma.


Igreja dos Santos Nereu e Aquiles


Santi Nereo e Achilleo é uma basílica em Roma localizada na Via delle Termi di Caracalla, no rione de Célio, de frente para as Termas de Caracala .


Uma inscrição lapidar de 337 d.C. na Basilica di San Paolo fuori le Mura celebra o finado Cinnamius Opas, lector de uma igreja conhecida como Titulus Fasciolae. Outra inscrição lapidar existe de 377 d.C., a um Félix, provavelmente o Félix, presbitero Tituli Fascioli, que era pai do papa Félix III e foi mencionado no Liber Pontificalis . Este lugar tem sido tradicionalmente explicado como o lugar onde São Pedro perdeu as bandagens do pé (fasciola), que envolviam os ferimentos causados pelas correntes após ter escapado da Prisão Mamertina.. Nos atos do sínodo do papa Símaco, de 499, o Titulus Fasciolae aparece sendo servido por quatro sacerdotes. Este mesmo edifício é relatado como titulus Sanctorum Nerei et Achillei em 595. Portanto a consagração aos santos Nereu e Aquiles, dois soldados e mártires do século IV, deve ter ocorrido no século VI.

Em 814, o papa Leão III reconstruiu a antiga igreja titular. No século XIII, as relíquias dos dois mártires foram transferidas das Catacumbas de Domitila para a igreja de Sant'Adriano, de onde elas foram depois trazidas para esta igreja pelo Cardeal Barônio .

A igreja foi claramente se degradando com a idade e, em 1320, de acordo com o "Catálogo de Turim", ela era um titulus presbiterial sem nenhum sacerdote. Por isso, o papa Sisto IV restaurou a igreja por ocasião do jubileu de 1475. O jubileu de 1600 também serviu de motivo para a última grande restauração, desta vez patrocinada pelo antiquário e acadêmico cardeal Barônio, que encomendou os afrescos.

Por trás de sua modesta fachada, a igreja foi construída de acordo com um típico plano basilical, com uma nave única e dois corredores laterais. As colunas originais foram trocadas no século XV por pilares ortogonais e a nave é marcada pelos grandes afrescos encomendados pelo cardeal Barônio.

O cardeal, levando adiante o seu esquema iconográfico sincronizado para o jubileu de 1600, enfatizou o papel dos mártires romanos durante os primeiros anos do cristianismo. A execução do trabalho ficou a cargo de um pintor de menor expressão, que geralmente acredita-se ser Niccolò Circignani, dito "Pomarancio

O ambo medieval está montado sobre uma enorme urna de pórfiro retirada do vizinho Termas de Caracala. A tela baixa que separa o coro está decorada com incrustações em estilo cosmatesco do século XIII. Um candelabro em mármore branco foi retirado de San Paolo fuori le Mura e levado para lá. O cibório, do século XVI, está montado sobre colunas de mármore africano.

Os tímpanos do arco ao final da nave ainda preservam alguns dos mosaicos originais do tempo de Leão III, com uma "Transfiguração" numa mandorla. O altar-mor, composto por três painéis cosmatescos, guarda as relíquias de Nereu, Áquila e de Santa Flávia Domitila. Os três foram retirados das Catacumbas de Domitila e levados para lá. Próximo ao altar estão duas pedras pagãs mostrando dois espíritos alados retiradas de um templo vizinho.

Na abside atrás do altar está o trono episcopal montado sob a direção do antiquário cardeal Barônio, reutilizando leões no estilo cosmatesco geralmente associado com a escola de Vassalletto como braços; no encosto estão gravadas as palavras iniciais e finais da vigésima-oitava homilia de São Gregório, inscritas por conta da tradição incorreta de que ele as teria dito ali, perante as relíquias de Nereu e Aquiles no dia de sua festa. Quando o cardeal Barônio ordenou a inscrição , ele não sabia que as relíquias estavam originalmente enterradas na basílica subterrânea das Catacumbas de Domitila e, por isso, acreditou que este teria sido o lugar onde São Gregório teria pregado .

O arco da abside tem mosaicos do século IX representando a "Anunciação", a "Transfiguração" e a "Theotokos".
Fonte Wikipédia

Trono episcopal



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Basílica de Santi Quattro Coronati

A igreja Santi Quattro Coronati, em Roma, dedicada a quatro mártires, foi construída no século IV.

Os mártires são chamados "os santos coroados" porque foram martirizados por meio de uma coroa de pregos agudos de ferro martelados em seus crânios. O grande edifício construído ali pelo Papa Leão IV (pontífice de 847 a 855) foi destruído pela invasão normanda de 1084.

Por volta do ano 1111, o Papa Pascoal II mandou levantar ali uma basílica de duas naves, com galerias, incorporando partes da igreja anterior. A nova estrutura teve como pátio dianteiro parte da antiga nave. No século XIII, o mosteiro foi aumentado e fortificado, de maneira a servir de proteção ao vizinho Latrão. A fachada atual, como de uma fortaleza, com a torre sineira levantada acima do portão principal, relembra sua finalidade.

O oratório de São Silvestre, construído em 1246, contém afrescos, em honra ao santo, que gozam de importância especial, pois narram a conversão do imperador Constantino I feita pelo Papa Silvestre I. Constantino aparece como um doente ao qual aparecem em sonho São Pedro e São Paulo, avisando-o para encontrar o papa, que vive como eremita no monte Soratte. O Papa diz ao imperador para honrar os retratos dos dois apóstolos e o cura pelo batismo. A partir de então, recebe licença do imperador para governar Roma. O imperador conduz então seu cavalo para Latrão, e, ajoelhando, dá ao papa a tiara como sinal de sua preponderância e precedência sobre o poder secular.

A pintura é interpretada como advertência ao imperador Frederico Hohenstauffen que governou de 1215 a 1250, e tentava contrariar a recente reafirmação pelo Papa Inocêncio IV de tal preponderância.





San Martino Ai Monti

A basílica de São Silvestre e São Matinho aos Montes (em italiano: San Silvestro e San Martino ai Monti) é uma das mais antigas igrejas de Roma. O Papa Silvestre I no século IV criou o “titulus” na casa de um certo Equizio. Pelo ano 509 o Papa Símaco I mandou construir em cima da casa uma basílica dedicada a São Martinho de Tours. Em 772 foi restaurada pelo Papa Adriano I. Entre 844 e 847 foi demolida. Pouco depois o Papa Sérgio II reconstruiu a atual basílica e a dedicou também ao Papa Silvestre I. Sua decoração foi completada por Leão IV.

Em 1299 foi dada aos carmelitas pelo Papa Bonifácio VIII. Em 1593 foi construída uma capela dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Entre os anos de 1640 e 1655 as naves laterais foram embelezadas com afrescos feitos por Gaspare Dughet.

Na nave esquerda está o sepulcro do venerável carmelita Ângelo Paoli, conhecido como “pai dos pobres” devido a sua ação cristã-social na Roma setecentista.

Fonte Wikipédia